sábado, 23 de agosto de 2014

Fazendo a diferença


Você sabe quem construiu esta  Praça?
Não sabe!?   
- Pois, vou te contar! 









O povo!  
- Sim, isto é o  que acontece quando os bons seres humanos se unem num bom propósito.













   Essas fotos são da Praça Theodoro Gama  em Itapoan, Salvador- Ba.  Durante  muitos anos essa praça foi apenas um lugar demarcado como praça,  além do mato servia de lixeira e descarte de entulho.  












  
 Incomodado com aquela situação de abandono de frente para o condomínio onde morava, determinado morador começou um trabalho de formiguinha junto com seu genro, aos poucos outros moradores vendo aquela iniciativa se aproximaram e mais outros vieram. Durante três anos e meio construíram uma  linda praça que além de servir de área de lazer para todos ainda valorizou a região. 







   Custou trabalho, dedicação de todos e muito dinheiro pois tiveram de arcar com os custos  já que da prefeitura apenas conseguiram viabilizar a distribuição de luz.







É o que acontece quando um grupo de pessoas se unem para trabalhar imbuídos no bem comum.  

Parabéns! 












Pesquisa.
Fotos by Diana Luz. 



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domingo, 9 de setembro de 2012

O gato na minha vida...






Pensou o que ?
Esse é o gato da minha vida.
Aguarde que estou de volta, risos....Não zangue comigo porque fiquei dois anos silenciosa,
 me perdi nos estudos e nem sou tão estudiosa assim ....
Verdade..estou voltando.
Saudações carinhosas. 


 
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sábado, 24 de julho de 2010

Um Corpo Sadio Já é Meio Caminho Andado...


Amigos

Há alguns anos atrás, pensando que seria bom para o meu desenvolvimento espiritual e consequentemente me aprimorar, escrevi alguns textos que me ajudariam se eu começasse a fazer uma leitura diária. É claro que muitas vezes eu não os lia diariamente, mas com o passar do tempo esses textos foram entrando na minha mente a tal ponto que ficou muito difícil não praticá-los. E agora, depois de muitos anos, vi que, se não cresci tanto o quanto queria, pelo menos perdi alguns hábitos nocivos, sei ainda estou longe de ser a pessoa que almejo, mas estou caminhando e é pensando que eles podem ser de alguma utilidade para alguém, que agora estou postando esse.


- UM CORPO SADIO JÁ É MEIO CAMINHO ANDADO.

Sabemos que nosso corpo precisa de movimento para funcionar bem. Mas sempre estamos ocupados demais para fazer um mínimo que seja de exercícios físicos Não vou fazer apologia às academias, pois sei que a maioria da população desse país mal tem condições de sobreviver dignamente. Mas, as ruas e avenidas, os parques, a praia estão aí, e é de graça. Então porque não andar? Fazer disso um costume? Se possível, dê a cada dia o seu passeio na hora que melhor lhe aprouver, mas não fique parado (a), ande, movimente-se. Faça disso um hábito, de a cada dia, sair andando, experimente na sua rua, marque no relógio o tempo em que vai fazer a sua caminhada. No início não precisa forçar a barra, faça um percurso pequeno e vá aumentando à medida que a sua resistência aumenta, quando sentir que isso se tornou um hábito, se possível, apresse o passo. Vai lhe fazer bem, vai lhe dar mais energia, disposição.

Às vezes ficamos meio que irritados, e não sabemos o motivo, principalmente as pessoas que tem um trabalho sedentário. Como se a cabeça estivesse a 100k/h e o corpo não corresponde aos nossos anseios, sentimos dores, sentimos cansaço, e não sabemos o motivo. Por fim, ficamos nervosos, sem nos darmos conta de que a solução pode ser simples. E vem aquela moleza, que a cada vez aumenta mais. E com isso qualquer incômodo, atua como se fosse uma tragédia, fica-se cada vez mais difícil tolerar os pequenos percalços do cotidiano, lidar com crianças então torna-se algo extremamente cansativo. Começamos a ficar preocupados (as) com a nossa saúde. Vamos ao médico e o que é que ele nos pergunta? E depois nos manda fazer uma bateria de exames. Como na maioria das vezes estamos sadios. A constatação é única. "Movimente-se", faça alguma coisa o seu corpo está pedindo socorro. Portanto antes que isso aconteça. "Principalmente para a turma que chegou aos quarenta anos". Fique atento!

Andar é alimento para o corpo, com a caminhada os músculos vão se estimulando e perdendo a flacidez, a nossa energia vai aumentando. Enquanto andamos, podemos estar às sós com os nossos pensamentos, podemos fazer algum exercício de concentração, como por exemplo contar os nossos passos e podemos andar simplesmente sem pensar em nada. Em função disso passamos a dormir melhor, sentir menos dores, consequentemente melhoramos o nosso desempenho profissional etc...etc...

Enfatizo a caminhada, por ser um exercício sem custo adicional, e pode ser feito por pessoas de qualquer idade. Agora, se você tem condições de fazer qualquer outro exercício com a orientação adequada, faça! Só pode lhe fazer bem. Tem gente que tem uma piscina em casa mas só a usa nos fins de semana, ou então quando recebe visitas. Porque não fazer da natação uma rotina diária? E o som? Alguns de nós tem o costume de ouvir nos momentos de lazer, nossas músicas preferidas, ou de relaxamento. Mas, porque não, colocar de vez em quando aquele disco do Queen, do Dire Straits ou do Police e do 14Bis são tantos a escolher? Dá para lembrar das festas de quinze anos, das festas da faculdade, das noitadas em que voltávamos para casa nos sentindo cansados mas cheios de energia. E porque não cair na dança?

Mexa... Remexa, dê uma chacoalhada nos membros entre na música e deixe o corpo ser levado por ela, não importa que a esposa, marido ou filhos possam achar estranho, você pode convidá-los a entrar na dança, o importante é o movimento o que se sente durante e depois.

São nas pequenas alterações de comportamento, que mudamos a nossa vida. Não importa o quão loucos possamos parecer. Mas, se estamos fazendo algo de bom para nós mesmos é óbvio que o resultado será sentido de forma positiva por aqueles que convivem conosco.

Experimente! Faça qualquer movimento pelo menos por meia hora. Verá que, nesse caso, o tempo perdido ainda poderá ser aproveitado.

Dance o quanto puder

A Vida se tornará mais Leve

Clara

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

SAUDAÇÕES BLOGUEIROS



Olá amigos blogueiros

O meu primeiro post vou falar desse lindo ser da foto.
Zeca, nosso pequeno e amado sagüi do tufo branco também chamado de mico estrela que me chegou pela mão de uma vizinha preocupada.
Ele foi trazido para a nossa casa em 1º de maio de 2007, um pequeno filhote cuja família de sagüis o abandonara no jardim vizinho. Sabedora de que adoramos animais a vizinha mandou alguém nos entregar.
Zeca tinha ataxia , (as perna não se moviam) nós o tratamos com cromoterapia e muito amor e, passados dois meses ele já se movimentava bem. Seis meses depois ele já pulava nos galhos das plantas do jardim. Só que nenhuma família de sagüis o queria portanto tivemos de ficar com ele, que é um mico tranqüilo, gentil e tem um bom relacionamento com os nosso cachorros e gato e divide a sua comida com uma família de sabiás que moram no nosso jardim.
Como vêem a nossa família é grande.
Saudações

Clara
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

MUDANÇAS


Amigos blogueiros

Estou de mudança em definitivo. Por isso estou deixando este blog para minha Tia que vai assumir muito bem o seguimento da trajetória ecológica e espiritual deste blog, o conteúdo será o mesmo, ou bem melhor.

E, de hoje em diante ficará ao critério dela promover as mudanças necessárias que bem entender e achar melhor.

Amigos trilheiros , fico muito feliz por ter recebido tanta atenção e gentileza neste pouco período de convivência. Sou muito grata pelo força que tem dado ao blog.

Cada um trouxe um pouco de si e perfumou de vida este blog com seu aroma. A vida é assim rica de cheiros e sabores.
Abraços afetuosos com muito carinho.
Muitas saudades!

Sarah


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domingo, 3 de janeiro de 2010

ESTA É SEVERN SUZUKI


Olá, sou Severn Suzuki.

Represento a ECO, a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir: Wanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu.
Todo o dinheiro que precisávamos para vir de tão longe, conseguimos por nós mesmos para dizer que voces adultos, têm que mudar o seu modo de agir.
Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo. Estou lutando por meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro, não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.

Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos.
Estou aqui para falar em nome dos incontáveis animais morrendo em todo o planeta, porque já não têm mais para onde ir.
Não podemos mais permanecer ignorados!

Hoje tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio. Tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando.
Eu costumava pescar em Vancouver com meu pai, até o dia em que pescamos um peixe com câncer. Temos conhecimento de que animais e plantas estão sendo destruídos a cada dia e, em vias de extinção.
Durante toda minha vida, eu sonhei ver grandes manadas de animais selvagens, selvas, florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas, mas, agora eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso.
Voces se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade?
Todas essas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.

Sou apenas uma criança e não tenho soluções, mas quero que saibam que voces também não têm.

Voces não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio!
Voces não sabem como salvar os salmões das águas poluídas!
Voces não podem ressuscitar os animais extintos!
Voces não podem recuperar as florestas que um dia existiram, onde hoje é deserto.
Se voces não podem recuperar nada disso, então por favor: parem de destruir!

Aqui, voces são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos. Mas na verdade, são mães e pais, irmãos e irmãs, tias e tios, e todos também são filhos.

Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 (cinco) bilhões de pessoas e ao todo somos 30 (trinta) milhões de espécies, compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo.
Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade!!!

Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge a todos nós e deveríamos agir como se fossemos um único mundo, rumo a um único objetivo.
Apesar da minha raiva, não estou cega. Apesar do meu medo, não sinto medo de dizer ao mundo como me sinto.
No meu país, geramos tanto desperdício, … compramos e jogamos fora,… compramos e jogamos fora,… e os países do Norte não compartilham com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente!!! Temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las.
No Canadá temos uma vida privilegiada com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV.

Há dois dias aqui no Brasil ficamos chocados! Quando estivemos com crianças que moram nas ruas,.. ouçam o que uma delas nos contou:
“Eu gostaria de ser rica e se fosse, daria a todas as crianças de rua, alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho.”
E se uma criança de rua que não tem nada, ainda deseja compartilhar, porque nós que temos tudo somos ainda tão mesquinhos???

Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos, faz uma grande diferença.
Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio (Rio de Janeiro –BR). Eu poderia ser uma criança faminta da Somália. Uma vítima da Guerra do Oriente Médio ou uma mendiga da Índia.

Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais,… que lugar maravilhoso a Terra seria!!!

Na escola desde o jardim da infância, voces nos ensinaram a:

* sermos bem comportados
* a não brigar com os outros
* a resolver as coisas bem
* a respeitar os outros
* arrumar nossas bagunças
* não maltratar outras criaturas
* dividir e não ser mesquinho

Então porque voces fazem justamente o que nos ensinaram a NÃO FAZER???

Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências. E para quem voces estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Voces estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer.
Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos dizendo-lhes: “Tudo ficará bem”… “Estamos fazendo o melhor que podemos”…
Mas não acredito que possam nos dizer isso. Estamos sequer na sua lista de prioridades?

Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz”.
Bem, o que voces fazem, nos fazem chorar a noite.
Voces adultos, nos dizem que voces nos amam. Eu desafio voces!
Por favor: façam as suas ações refletirem as suas palavras!

Obrigada.”



Filha do Biólogo canadense David Suzuki, Severn Cullis Suzuki, fundou aos 9 anos a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente (ECO). Ficou famosa e conhecida no mundo todo em 1992, quando com 12 anos, proferiu o discurso acima, durante a ECO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ocorreu no Rio de Janeiro (Brasil, 1992) e emocionou todos, conseguindo tirar lágrimas de vários delegados e dirigentes políticos, sendo ovacionada por todos os presentes. Desde então, não parou mais! Mundialmente reconhecida como "A menina que calou o mundo por 5 minutos", Severn Suzuki é hoje ativista ambiental, palestrante internacional, apresentadora de TV, autora e membro ativo do painel sobre Meio Ambiente das Nações Unidas. Em suas palestras leva pelo mundo inteiro a importância de redefinir nossos valores, pensar no social, nos mais carentes, agir pensando nas consequências futuras e de ouvir as crianças. É dela também o projeto Skyfish, um site que incentiva a juventude a falar sobre seu futuro e adotar um estilo de vida sustentável.


Este discurso, aconteceu em 1992, mas nunca foi tão atual!


Este texto é do excelente blog da Luci visite-o CAMINHOS PARA A PAZ.

Fonte: http://amorepazsemfronteiras.blogspot.com/


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sábado, 26 de dezembro de 2009

FELIZ A NO NOVO!


Que em 2010 você enconomize água
Segundo a ONU, a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas.
Este número pode dobrar em 20 anos.
Faça a diferença no Ano Novo usando a água racionalmente, fechando a torneira enquanto escova os dentes e tomando banho em até 6 minutos.

Que em 2010 você consuma menos carne. O consumo de carne animal gera dematamento, desquilíbrio ambiental, poluição e desigualdade social.
É também um dos fatores responsáveis pelo aquecimento global.
Um Ano Novo melhor para todos pode começar na mesa de casa.

Que em 2010 você apague a luz. Todo mundo deseja muita luz no Ano Novo.
Deseje você também para as gerações futuras, apagando as luzes que você não utiliza, abrindo as janelas, desligando o ar-condicionado e utilizando conscientimente o chuveiro e o ferro de passar.

Que em 2010 você deixe o carro em casa.
Ao deixar o carro em casa uma vez por semana você reduz consideravelmente os gases de efeito estufa na atmosfera, colaborando com o trânsito, se exercita e torna a cidade mais agradável.
Que no Ano Novo você vá para muitos lugares bacanas, a pé, de bicicleta, ônibus ou Metrô.

Que em 2010 você consuma orgânicos. Alimentos orgânicos não possuem agrotóxicos e respeitam os ciclos das plantas, insetos e pássaros essenciais para manutenção de nossa vida.
Também são mais saborosos e saudáveis.
Que seu Ano Novo seja farto de escolhas conscientes e sustentáveis.

Que em 2010 você use menos papel. Apesar de se precisar cada vez menos papel, a demanda por ele crece ano a ano, consumindo rapidamente as florestas e ecossistemas inteiros.
O reflorestamento faz pouco efeito, uma vez que ele não traz de volta espécies nativas, animais e insetos.
Use folhas usadas como rascunho e não imprima e-mails sem necessidade.
Ajude garantir um Ano Novo e um futuro mais verde para todos.

Que em 2010 você utilize menos sacolinhas plásticas. As inocentes sacolinhas plásticas do supermercados geram resíduos que levam centenas de anos para se decompor na natureza, além de aumentar os custos dos produtos.
Nos oceano são confundidas por algas pela tartarugas e outros amimais, que as comem e morrem asfixiados.
Leve sua própria sacola quando for fazer compras, para que o Ano Novo e o Amanhã das gerações futuras seja mais próspero e menos poluído.

Que em 2010 você prospere de forma sutentável. Melhor que desejar um própero Ano Novo, é desejar um Sustentável Ano Novo. Que você consiga realizar seus sonhos, sem se esquecer do impacto que eles podem ter no meio ambiente e no futuro de nossos filhos.
Escolha com consciência os produtos que você compra.

Que em 2010 você seja voluntário.
Tire aquele velho plano da gaveta e informe-se sobre instituições que precisam de voluntários.

Há milhares de pessoas por aí cujo o melhor presente de Ano Novo é um pouquinho da sua atenção e do seu carinho.

Que em 2010 você mude o mundo. Pequenas ações individuais são a maior força transformadora que se conhece. Ter uma atitude consciente em relação aos nossos hábitos de consumo é a melhor (e talvez única) maneira de se mudar o mundo.

Economize água, luz, recicle seu lixo, faça a sua parte e ajude a construir um fututo para todos. (anônimo)

Feliz Ano de 2010!
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!




(Isto aconteceu no Presépio em Criciúma, um cachorro ficou deitadinho junto o menino Jesus)

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."
Albert Schweitzer (Nobel da Paz - 1952).


Feliz Natal!

Que o Ano de 2010 traga muita iluminação para nossos caminhos, com muito mais Amor, Paz...Paciência , Saude ..Esperança

Deus nos abençoe!
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domingo, 13 de dezembro de 2009

SIMPLICIDADE VOLUNTÁRIA


A cultura do consumismo vende vergonha

Reproduzimos abaixo uma entrevista com a escritora Vicki Robin sobre o fenômeno do consumismo e o seu impacto em nossas vidas e na vida do planeta.

Vicki Robin é uma das fundadoras do movimento da Simplicidade Voluntária, bastante difundido nos países "desenvolvidos", porém com muito pouca penetração nas mídias. Notem o interessante raciocínio da escritora.

Vicki Robin costuma se comparar a uma missionária que viaja pelo mundo aplicando vacinas. Uma das fundadoras do movimento Simplicidade Voluntária, ela está no Brasil para uma série de palestras em várias capitais. Nelas, tenta ensinar os ouvintes a não buscar a felicidade no shopping, a pensar duas vezes para abrir a carteira e a fazer um exercício antes de comprar qualquer coisa: calcular quantas horas de trabalho foram necessárias para ganhar o dinheiro que se pretende gastar. Vicki percorre o mundo ensinando a não gastar dinheiro.

Americana, tem 60 anos, viúva, sem filhos. Vive com uma gata, Sophie. É escritora, graduada pela Universidade Brown. Livros escritos por ela: "Seu Dinheiro ou Sua Vida", traduzido para dez idiomas. Em 2007, lançará "Se Este É um País Livre, Por Que não Me Sinto Livre?" (título provisório).

ÉPOCA - Por que se consome tanto hoje em dia?
Vicki Robin - Porque a cultura do consumismo vende a vergonha. Se a propaganda puder envergonhar alguém, terá um consumidor em potencial. As pessoas se envergonham de não ter algo. E correm às compras para cobrir essa vergonha imediatamente. Dessa forma, nossa cultura vende vergonha e sentimento de inferioridade. E ninguém quer ser inferior aos outros.

ÉPOCA - Como isso acontece?
Vicki - As propagandas passam a idéia de que você é infeliz, gorda e feia. Ao comprar determinado produto, porém, poderá ser feliz, jovem, magra. E com namorado. Sutilmente, dizem que podem melhorar sua vida. Além disso, a cultura do consumo corta a ligação com a família. Quem tem amigos não consome tanto. Quando se tem família, tudo acontece ao redor dela. Longe de ambos, é preciso pagar por tudo. O consumismo cresce quando essas ligações são rompidas. O consumismo nos ensina que o mundo é morto, sem vida. Ele faz você se sentir sozinho. Por isso, tento reconectar as pessoas entre si e com seu mundo interior.

ÉPOCA - No livro Seu Dinheiro ou Sua Vida, a senhora ensina a calcular o salário real. Como se faz isso?
Vicki - Vamos pensar em alguém que ganha R$ 20 por hora. Ele paga impostos e gasta com transporte, alimentação e roupas para trabalhar. Na verdade, então, ganha cerca de R$ 10. Além disso, não trabalha apenas as oito horas no escritório. Com o trânsito de São Paulo, arrisco dizer que as pessoas devem gastar duas horas por dia para ir e voltar. E outras tantas se preparando para o trabalho - sempre resta um relatório para ler em casa. Então, não são mais R$ 10, mas apenas uns R$ 5. Quando você se dá conta do tempo que as coisas exigem, vê que uma blusa não custa R$ 75, mas sim 15 horas de seu trabalho. Se pensar assim, comprará menos. A cura para essa loucura do consumismo está na consciência. Não é para deixar de comprar. É deixar de buscar a felicidade nas compras. Não é uma maneira de dizer que o consumo é ruim e que você não deve praticá-lo. A questão é despertar desse pesadelo chamado consumismo. ''O consumismo enche todas as horas de nosso dia. É a doença do muito. Não temos tempo sequer para pensar no que realmente queremos

ÉPOCA - O que os leitores do livro relatam?
Vicki - As pessoas que seguem os passos ensinados diminuem seus gastos em cerca de 20%. Elas sentem que têm o controle de sua vida e são inteligentes. Às vezes, ficam orgulhosas por haver despertado isso também nos outros. É importante saber que as blusas ou cadeiras que compramos consomem parte da energia vital da Terra. Não usamos apenas os recursos renováveis, mas também arrancamos mais árvores do que a floresta tem capacidade de repor.

ÉPOCA - As pessoas são mais felizes se compram mais?
Vicki -É o que chamamos de curva da felicidade. Quando você compra o que é necessário para sobreviver, há muita alegria em relação ao valor gasto. Quando é por conforto, a alegria é menor. Depois de certo ponto, comprar não dá mais felicidade. Tudo será lixo - coisas que você compra, mas que não lhe dão nada. Pode ser até mesmo uma casa.

ÉPOCA - Existe uma receita para viver com simplicidade?
Vicki - É uma vida com intenções, na qual a pessoa pensa em seus valores e no que é importante. É uma maneira de refletir sobre o que está acontecendo. Quem sonha muito não está refletindo. Se refletimos, podemos nos distanciar dos assuntos e ponderar melhor. Depois, voltamos ao curso normal da vida com mais consciência. Muitas vezes, numa sociedade consumista, as pessoas se dão conta de que têm muito, consomem muito, fazem tudo muito rápido e não têm horas suficientes para fazer o que realmente querem. É a doença do muito. O consumismo nos distrai e enche todas as horas do dia. Quando estamos cansados, não temos tempo sequer para pensar no que realmente queremos. Vida simples é viver com o suficiente, o essencial.

ÉPOCA - É possível levar uma vida simples nas grandes cidades?
Vicki - Sim, na cidade ou no campo, sem que seja preciso plantar suas verduras. Na cidade estamos mais abertos ao consumismo. No entanto, podemos fazer mais coisas com os amigos, o que no campo é difícil. E também temos a opção de não consumir indo à biblioteca em vez de comprar um livro.
ÉPOCA - As crianças de hoje começam a consumir muito cedo. Existe um modo de minimizar isso?
Vicki - A indústria de propaganda mira conscientemente as crianças. Sabe que, se as ensinam cedo a tomar Coca-Cola em vez de Pepsi, avida inteira consumirão Coca-Cola sem se dar conta. As agências de propaganda sabem detalhes como o tom de vermelho de que uma criança de 2 anos gosta. As crianças ficam muito tempo em frente à televisão. Nos primeiros cinco anos, aprendem a realidade por meio da TV. Por isso é muito difícil uma pessoa, ao chegar aos 40, se dar conta de que algo que ela entende desde a infância como verdade não é verdade. A Coca-Cola vai ser melhor que a Pepsi para sempre.

ÉPOCA - As pessoas nunca se dão conta disso?
Vicki - O ser humano só descobre o que quer ao ver o que o outro tem. Nessa cultura da propaganda, vemos muita gente com muito mais que nós. O estilo de vida dos ricos está nas revistas. Disso surgem os desejos. Se você não pode ter algo, fica deprimido. Compra para não se sentir pior que o outro. É o que acontece com os negros americanos, que compram para ser como os brancos. Nos Estados Unidos, somos tão racistas que os negros se endividam para comprar as mesmas coisas que os brancos. Com isso, criam dívidas enormes.

ÉPOCA - Muitas pessoas dizem que têm o direito de gastar o que querem porque ganham seu dinheiro. O que dizer a elas?
Vicki - É a lei do consumismo. Se tenho dinheiro, posso comprar o que quero sem pensar. É muito difícil confrontar essas pessoas, pois a cultura nos diz que isso é correto.


"Precisamos estar abertos para mudanças fundamentais de mentalidade. Uma vez entendido esse aspecto, começamos a compreender que o futuro não é fixo, que vivemos num mundo de possibilidades. Ainda assim, a maior parte de nós carrega um profundo senso de resignação. Resignamo-nos a acreditar que não podemos influenciar o mundo, pelo menos não numa escala que faça diferença. Portanto, enfocamos na escala pequena, onde achamos que temos influência. Fazemos o melhor possível com nossos filhos, ou trabalhamos em nossos relacionamentos, ou enfocamos a construção de uma carreira. Mas, lá no fundo, estamos resignados a sermos absolutamente impotentes no mundo mais amplo. Assim, se tivermos um mundo de pessoas em que todos se sintam impotentes, teremos um futuro pré-determinado. Então, vivemos indefesos e sem esperança, num estado de grande desespero. E esse desespero é, na verdade, um produto de como pensamos, uma espécie de profecia auto-realizável" - Joseph Jaworski.


Do Fórum Brasileiro de Economia Solidária:
http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=790&Itemid=1
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ELITHIS TOWER, PREDIO ECONÔMICO



O Elithis Tower é um projeto de vanguarda, foi construído e desenhado pelo escritório francês Arte Charpentier para ser um prédio comercial ambientalmente correto.

Foi inaugurado em Dijon na França e rapidamente foi intitulado como o primeiro edifício de escritórios energeticamente positivo do mundo: isto é, o prédio gera muito mais energia do que realmente gasta e descarrega seis vezes menos gases do efeito estufa do que um edifício comercial padrão. Todos os materiais desse projeto foram escolhidos de acordo com o seu impacto no meio-ambiente. Foi instalado também um grande painel que disponibiliza todos os dados ambientais do prédio, tais como: consumo de energia diário, quantidade de lixo reciclado, consumo de água, etc.

Mas até aí nenhuma grande inovação, certo?
Porém, para se manter nas restrições energéticas, todos na Elithis Tower, proprietários, inquilinos, administradores, empregados e visitantes são convidados e orientados a seguir os mesmos conceitos do prédio. Assim, todo mundo fica ciente das suas responsabilidades no consumo racional dentro do edifício.

E esse é o grande diferencial da Elithis Tower: criar não somente um espaço sustentável, mas acima de tudo, promover a cultura da consciência ambiental a todos os seus ocupantes.

Fonte:


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**Desenho: Mamanunes Templates **Inspiração:Ipietoon's **Imagem digital: Kazuhiko Nakamura