Estou de mudança em definitivo. Por isso estou deixando este blog para minha Tia que vai assumir muito bem o seguimento da trajetória ecológica e espiritual deste blog, o conteúdo será o mesmo, ou bem melhor.
E, de hoje em diante ficará ao critério dela promover as mudanças necessárias que bem entender e achar melhor.
Amigos trilheiros , fico muito feliz por ter recebido tanta atenção e gentileza neste pouco período de convivência. Sou muito grata pelo força que tem dado ao blog.
Cada um trouxe um pouco de si e perfumou de vida este blog com seu aroma. A vida é assim rica de cheiros e sabores. Abraços afetuosos com muito carinho. Muitas saudades!
Represento a ECO, a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir: Wanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Todo o dinheiro que precisávamos para vir de tão longe, conseguimos por nós mesmos para dizer que voces adultos, têm que mudar o seu modo de agir. Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo. Estou lutando por meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro, não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.
Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome dos incontáveis animais morrendo em todo o planeta, porque já não têm mais para onde ir. Não podemos mais permanecer ignorados!
Hoje tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio. Tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver com meu pai, até o dia em que pescamos um peixe com câncer. Temos conhecimento de que animais e plantas estão sendo destruídos a cada dia e, em vias de extinção. Durante toda minha vida, eu sonhei ver grandes manadas de animais selvagens, selvas, florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas, mas, agora eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso. Voces se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade? Todas essas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.
Sou apenas uma criança e não tenho soluções, mas quero que saibam que voces também não têm.
Voces não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio! Voces não sabem como salvar os salmões das águas poluídas! Voces não podem ressuscitar os animais extintos! Voces não podem recuperar as florestas que um dia existiram, onde hoje é deserto. Se voces não podem recuperar nada disso, então por favor: parem de destruir!
Aqui, voces são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos. Mas na verdade, são mães e pais, irmãos e irmãs, tias e tios, e todos também são filhos.
Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 (cinco) bilhões de pessoas e ao todo somos 30 (trinta) milhões de espécies, compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade!!!
Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge a todos nós e deveríamos agir como se fossemos um único mundo, rumo a um único objetivo. Apesar da minha raiva, não estou cega. Apesar do meu medo, não sinto medo de dizer ao mundo como me sinto. No meu país, geramos tanto desperdício, … compramos e jogamos fora,… compramos e jogamos fora,… e os países do Norte não compartilham com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente!!! Temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las. No Canadá temos uma vida privilegiada com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV.
Há dois dias aqui no Brasil ficamos chocados! Quando estivemos com crianças que moram nas ruas,.. ouçam o que uma delas nos contou: “Eu gostaria de ser rica e se fosse, daria a todas as crianças de rua, alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho.” E se uma criança de rua que não tem nada, ainda deseja compartilhar, porque nós que temos tudo somos ainda tão mesquinhos???
Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos, faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio (Rio de Janeiro –BR). Eu poderia ser uma criança faminta da Somália. Uma vítima da Guerra do Oriente Médio ou uma mendiga da Índia.
Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais,… que lugar maravilhoso a Terra seria!!!
Na escola desde o jardim da infância, voces nos ensinaram a:
* sermos bem comportados * a não brigar com os outros * a resolver as coisas bem * a respeitar os outros * arrumar nossas bagunças * não maltratar outras criaturas * dividir e não ser mesquinho
Então porque voces fazem justamente o que nos ensinaram a NÃO FAZER???
Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências. E para quem voces estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Voces estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos dizendo-lhes: “Tudo ficará bem”… “Estamos fazendo o melhor que podemos”… Mas não acredito que possam nos dizer isso. Estamos sequer na sua lista de prioridades?
Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz”. Bem, o que voces fazem, nos fazem chorar a noite. Voces adultos, nos dizem que voces nos amam. Eu desafio voces! Por favor: façam as suas ações refletirem as suas palavras!
Obrigada.”
Filha do Biólogo canadense David Suzuki, Severn Cullis Suzuki, fundou aos 9 anos a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente (ECO). Ficou famosa e conhecida no mundo todo em 1992, quando com 12 anos, proferiu o discurso acima, durante a ECO 92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ocorreu no Rio de Janeiro (Brasil, 1992) e emocionou todos, conseguindo tirar lágrimas de vários delegados e dirigentes políticos, sendo ovacionada por todos os presentes. Desde então, não parou mais! Mundialmente reconhecida como "A menina que calou o mundo por 5 minutos", Severn Suzuki é hoje ativista ambiental, palestrante internacional, apresentadora de TV, autora e membro ativo do painel sobre Meio Ambiente das Nações Unidas. Em suas palestras leva pelo mundo inteiro a importância de redefinir nossos valores, pensar no social, nos mais carentes, agir pensando nas consequências futuras e de ouvir as crianças. É dela também o projeto Skyfish, um site que incentiva a juventude a falar sobre seu futuro e adotar um estilo de vida sustentável.
Este discurso, aconteceu em 1992, mas nunca foi tão atual!
Que em 2010 você enconomize água
Segundo a ONU, a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas.
Este número pode dobrar em 20 anos.
Faça a diferença no Ano Novo usando a água racionalmente, fechando a torneira enquanto escova os dentes e tomando banho em até 6 minutos.
Que em 2010 você consuma menos carne. O consumo de carne animal gera dematamento, desquilíbrio ambiental, poluição e desigualdade social.
É também um dos fatores responsáveis pelo aquecimento global.
Um Ano Novo melhor para todos pode começar na mesa de casa.
Que em 2010 você apague a luz. Todo mundo deseja muita luz no Ano Novo.
Deseje você também para as gerações futuras, apagando as luzes que você não utiliza, abrindo as janelas, desligando o ar-condicionado e utilizando conscientimente o chuveiro e o ferro de passar.
Que em 2010 você deixe o carro em casa.
Ao deixar o carro em casa uma vez por semana você reduz consideravelmente os gases de efeito estufa na atmosfera, colaborando com o trânsito, se exercita e torna a cidade mais agradável.
Que no Ano Novo você vá para muitos lugares bacanas, a pé, de bicicleta, ônibus ou Metrô.
Que em 2010 você consuma orgânicos. Alimentos orgânicos não possuem agrotóxicos e respeitam os ciclos das plantas, insetos e pássaros essenciais para manutenção de nossa vida.
Também são mais saborosos e saudáveis.
Que seu Ano Novo seja farto de escolhas conscientes e sustentáveis.
Que em 2010 você use menos papel. Apesar de se precisar cada vez menos papel, a demanda por ele crece ano a ano, consumindo rapidamente as florestas e ecossistemas inteiros.
O reflorestamento faz pouco efeito, uma vez que ele não traz de volta espécies nativas, animais e insetos.
Use folhas usadas como rascunho e não imprima e-mails sem necessidade.
Ajude garantir um Ano Novo e um futuro mais verde para todos.
Que em 2010 você utilize menos sacolinhas plásticas. As inocentes sacolinhas plásticas do supermercados geram resíduos que levam centenas de anos para se decompor na natureza, além de aumentar os custos dos produtos.
Nos oceano são confundidas por algas pela tartarugas e outros amimais, que as comem e morrem asfixiados.
Leve sua própria sacola quando for fazer compras, para que o Ano Novo e o Amanhã das gerações futuras seja mais próspero e menos poluído.
Que em 2010 você prospere de forma sutentável. Melhor que desejar um própero Ano Novo, é desejar um Sustentável Ano Novo. Que você consiga realizar seus sonhos, sem se esquecer do impacto que eles podem ter no meio ambiente e no futuro de nossos filhos.
Escolha com consciência os produtos que você compra.
Que em 2010 você seja voluntário.
Tire aquele velho plano da gaveta e informe-se sobre instituições que precisam de voluntários.
Há milhares de pessoas por aí cujo o melhor presente de Ano Novo é um pouquinho da sua atenção e do seu carinho.
Que em 2010 você mude o mundo. Pequenas ações individuais são a maior força transformadora que se conhece. Ter uma atitude consciente em relação aos nossos hábitos de consumo é a melhor (e talvez única) maneira de se mudar o mundo.
Economize água, luz, recicle seu lixo, faça a sua parte e ajude a construir um fututo para todos. (anônimo)
(Isto aconteceu no Presépio em Criciúma, um cachorro ficou deitadinho junto o menino Jesus)
"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante." Albert Schweitzer (Nobel da Paz - 1952).
Feliz Natal!
Que o Ano de 2010 traga muita iluminação para nossos caminhos, com muito mais Amor, Paz...Paciência , Saude ..Esperança
Reproduzimos abaixo uma entrevista com a escritora Vicki Robin sobre o fenômeno do consumismo e o seu impacto em nossas vidas e na vida do planeta.
Vicki Robin é uma das fundadoras do movimento da Simplicidade Voluntária, bastante difundido nos países "desenvolvidos", porém com muito pouca penetração nas mídias. Notem o interessante raciocínio da escritora.
Vicki Robin costuma se comparar a uma missionária que viaja pelo mundo aplicando vacinas. Uma das fundadoras do movimento Simplicidade Voluntária, ela está no Brasil para uma série de palestras em várias capitais. Nelas, tenta ensinar os ouvintes a não buscar a felicidade no shopping, a pensar duas vezes para abrir a carteira e a fazer um exercício antes de comprar qualquer coisa: calcular quantas horas de trabalho foram necessárias para ganhar o dinheiro que se pretende gastar. Vicki percorre o mundo ensinando a não gastar dinheiro.
Americana, tem 60 anos, viúva, sem filhos. Vive com uma gata, Sophie. É escritora, graduada pela Universidade Brown. Livros escritos por ela: "Seu Dinheiro ou Sua Vida", traduzido para dez idiomas. Em 2007, lançará "Se Este É um País Livre, Por Que não Me Sinto Livre?" (título provisório).
ÉPOCA - Por que se consome tanto hoje em dia? Vicki Robin - Porque a cultura do consumismo vende a vergonha. Se a propaganda puder envergonhar alguém, terá um consumidor em potencial. As pessoas se envergonham de não ter algo. E correm às compras para cobrir essa vergonha imediatamente. Dessa forma, nossa cultura vende vergonha e sentimento de inferioridade. E ninguém quer ser inferior aos outros.
ÉPOCA - Como isso acontece? Vicki - As propagandas passam a idéia de que você é infeliz, gorda e feia. Ao comprar determinado produto, porém, poderá ser feliz, jovem, magra. E com namorado. Sutilmente, dizem que podem melhorar sua vida. Além disso, a cultura do consumo corta a ligação com a família. Quem tem amigos não consome tanto. Quando se tem família, tudo acontece ao redor dela. Longe de ambos, é preciso pagar por tudo. O consumismo cresce quando essas ligações são rompidas. O consumismo nos ensina que o mundo é morto, sem vida. Ele faz você se sentir sozinho. Por isso, tento reconectar as pessoas entre si e com seu mundo interior.
ÉPOCA - No livro Seu Dinheiro ou Sua Vida, a senhora ensina a calcular o salário real. Como se faz isso? Vicki - Vamos pensar em alguém que ganha R$ 20 por hora. Ele paga impostos e gasta com transporte, alimentação e roupas para trabalhar. Na verdade, então, ganha cerca de R$ 10. Além disso, não trabalha apenas as oito horas no escritório. Com o trânsito de São Paulo, arrisco dizer que as pessoas devem gastar duas horas por dia para ir e voltar. E outras tantas se preparando para o trabalho - sempre resta um relatório para ler em casa. Então, não são mais R$ 10, mas apenas uns R$ 5. Quando você se dá conta do tempo que as coisas exigem, vê que uma blusa não custa R$ 75, mas sim 15 horas de seu trabalho. Se pensar assim, comprará menos. A cura para essa loucura do consumismo está na consciência. Não é para deixar de comprar. É deixar de buscar a felicidade nas compras. Não é uma maneira de dizer que o consumo é ruim e que você não deve praticá-lo. A questão é despertar desse pesadelo chamado consumismo. ''O consumismo enche todas as horas de nosso dia. É a doença do muito. Não temos tempo sequer para pensar no que realmente queremos
ÉPOCA - O que os leitores do livro relatam? Vicki - As pessoas que seguem os passos ensinados diminuem seus gastos em cerca de 20%. Elas sentem que têm o controle de sua vida e são inteligentes. Às vezes, ficam orgulhosas por haver despertado isso também nos outros. É importante saber que as blusas ou cadeiras que compramos consomem parte da energia vital da Terra. Não usamos apenas os recursos renováveis, mas também arrancamos mais árvores do que a floresta tem capacidade de repor.
ÉPOCA - As pessoas são mais felizes se compram mais? Vicki -É o que chamamos de curva da felicidade. Quando você compra o que é necessário para sobreviver, há muita alegria em relação ao valor gasto. Quando é por conforto, a alegria é menor. Depois de certo ponto, comprar não dá mais felicidade. Tudo será lixo - coisas que você compra, mas que não lhe dão nada. Pode ser até mesmo uma casa.
ÉPOCA - Existe uma receita para viver com simplicidade? Vicki - É uma vida com intenções, na qual a pessoa pensa em seus valores e no que é importante. É uma maneira de refletir sobre o que está acontecendo. Quem sonha muito não está refletindo. Se refletimos, podemos nos distanciar dos assuntos e ponderar melhor. Depois, voltamos ao curso normal da vida com mais consciência. Muitas vezes, numa sociedade consumista, as pessoas se dão conta de que têm muito, consomem muito, fazem tudo muito rápido e não têm horas suficientes para fazer o que realmente querem. É a doença do muito. O consumismo nos distrai e enche todas as horas do dia. Quando estamos cansados, não temos tempo sequer para pensar no que realmente queremos. Vida simples é viver com o suficiente, o essencial.
ÉPOCA - É possível levar uma vida simples nas grandes cidades? Vicki - Sim, na cidade ou no campo, sem que seja preciso plantar suas verduras. Na cidade estamos mais abertos ao consumismo. No entanto, podemos fazer mais coisas com os amigos, o que no campo é difícil. E também temos a opção de não consumir indo à biblioteca em vez de comprar um livro. ÉPOCA - As crianças de hoje começam a consumir muito cedo. Existe um modo de minimizar isso? Vicki - A indústria de propaganda mira conscientemente as crianças. Sabe que, se as ensinam cedo a tomar Coca-Cola em vez de Pepsi, avida inteira consumirão Coca-Cola sem se dar conta. As agências de propaganda sabem detalhes como o tom de vermelho de que uma criança de 2 anos gosta. As crianças ficam muito tempo em frente à televisão. Nos primeiros cinco anos, aprendem a realidade por meio da TV. Por isso é muito difícil uma pessoa, ao chegar aos 40, se dar conta de que algo que ela entende desde a infância como verdade não é verdade. A Coca-Cola vai ser melhor que a Pepsi para sempre.
ÉPOCA - As pessoas nunca se dão conta disso? Vicki - O ser humano só descobre o que quer ao ver o que o outro tem. Nessa cultura da propaganda, vemos muita gente com muito mais que nós. O estilo de vida dos ricos está nas revistas. Disso surgem os desejos. Se você não pode ter algo, fica deprimido. Compra para não se sentir pior que o outro. É o que acontece com os negros americanos, que compram para ser como os brancos. Nos Estados Unidos, somos tão racistas que os negros se endividam para comprar as mesmas coisas que os brancos. Com isso, criam dívidas enormes.
ÉPOCA - Muitas pessoas dizem que têm o direito de gastar o que querem porque ganham seu dinheiro. O que dizer a elas? Vicki - É a lei do consumismo. Se tenho dinheiro, posso comprar o que quero sem pensar. É muito difícil confrontar essas pessoas, pois a cultura nos diz que isso é correto.
"Precisamos estar abertos para mudanças fundamentais de mentalidade. Uma vez entendido esse aspecto, começamos a compreender que o futuro não é fixo, que vivemos num mundo de possibilidades. Ainda assim, a maior parte de nós carrega um profundo senso de resignação. Resignamo-nos a acreditar que não podemos influenciar o mundo, pelo menos não numa escala que faça diferença. Portanto, enfocamos na escala pequena, onde achamos que temos influência. Fazemos o melhor possível com nossos filhos, ou trabalhamos em nossos relacionamentos, ou enfocamos a construção de uma carreira. Mas, lá no fundo, estamos resignados a sermos absolutamente impotentes no mundo mais amplo. Assim, se tivermos um mundo de pessoas em que todos se sintam impotentes, teremos um futuro pré-determinado. Então, vivemos indefesos e sem esperança, num estado de grande desespero. E esse desespero é, na verdade, um produto de como pensamos, uma espécie de profecia auto-realizável" - Joseph Jaworski.
Do Fórum Brasileiro de Economia Solidária: http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=790&Itemid=1
O Elithis Tower é um projeto de vanguarda, foi construído e desenhado pelo escritório francês Arte Charpentier para ser um prédio comercial ambientalmente correto.
Foi inaugurado em Dijon na França e rapidamente foi intitulado como o primeiro edifício de escritórios energeticamente positivo do mundo: isto é, o prédio gera muito mais energia do que realmente gasta e descarrega seis vezes menos gases do efeito estufa do que um edifício comercial padrão. Todos os materiais desse projeto foram escolhidos de acordo com o seu impacto no meio-ambiente. Foi instalado também um grande painel que disponibiliza todos os dados ambientais do prédio, tais como: consumo de energia diário, quantidade de lixo reciclado, consumo de água, etc.
Mas até aí nenhuma grande inovação, certo?
Porém, para se manter nas restrições energéticas, todos na Elithis Tower, proprietários, inquilinos, administradores, empregados e visitantes são convidados e orientados a seguir os mesmos conceitos do prédio. Assim, todo mundo fica ciente das suas responsabilidades no consumo racional dentro do edifício.
E esse é o grande diferencial da Elithis Tower: criar não somente um espaço sustentável, mas acima de tudo, promover a cultura da consciência ambiental a todos os seus ocupantes.
Os pandas vivem nas florestas da regiões montanhosas do sudeste da China (esta região é seu habitat natural).Possuem um comportamento dócil, tranquilo e tímido. São raros os casos em que um urso panda atacou um ser humano. Em média um urso panda vive durante 12 anos.Esta espécie encontra-se em situação de extinção provocada, principalmente, pela baixa taxa de natalidade, caça indiscriminada (no passado) e pela destruição das florestas onde vivem. A reprodução em cativeiro ocorre em diversos zoológicos e centros de pesquisa animal espalhados pelo mundo.
Veja o dia a dia de um berçário de ursos pandas na China.
Os trabalhadores do centro de pesquisa e procriação de pandas gigantes em Chengdu, na China, tiveram ontem um dia de comemoração, cada funcionário pegou um filhotinho no colo e posou para essa foto sensacional.
ÉPOCA visitou a Base de Pesquisa e Reprodução de Pandas Gigantes de Chengdu, em Sichuan, no sudoeste da China. O local é o principal centro de reprodução de pandas em cativeiro, e uma importante atração turística daquele país.
Depois do terremoto em maio do ano passado, e com a chegada do inverno, a escassez de bambu é considerada a maior ameaça à sobrevivência dos pandas, já que este é o principal alimento dos animais.
"O propósito é usar a simplicidade para promover espontaneidade e liberdade para que possamos fazer justiça às novas ocasiões e momentos singulares da vida." (Lewis Mumford)
Você planta árvores, divide o carro com outros e recicla?
Você pré-cicla, comprando produtos sem embalagens plásticas ou de papelão que você teria que jogar fora?
Você “pesquisa para um mundo melhor”, comprando produtos de empresas socialmente responsáveis?
Parabéns! Você é um consumidor verde – mas todas essas práticas não são mais o suficiente. Consumir de maneira “verde” é, ainda assim, consumir.
Encontrar maneiras de não consumir agora constitui a linha de frente da revolução ambiental. Verde, que antes era o sinal de SIGA (“go green”), é agora o sinal de PARE.
Hoje, todos sabemos que devemos “salvar o planeta”. O consumo exacerbado da América do Norte está relacionado com quase todos os problemas ambientais e sociais que nós hoje enfrentamos, da extinção de espécies aos buracos de ozônio e a perda do senso de comunidade. Devemos parar de poluir, parar de devastar florestas, parar com a queima desnecessária de combustíveis fósseis. Isso significa que devemos parar de consumir como uma forma de preencher o tempo, satisfazer nossas necessidades afetivas e por admiração, e devemos manter nossas relações com outras pessoas.
Onde está uma solução com a qual consigamos conviver? Devemos agora apertar o cinto? Ficar sem? Dar um jeito? Nos despedir de nossos confortos?
Não. Existe uma solução mais suave e amistosa para o nosso abuso dos recursos da terra, e para a nossa busca interminável por pastagens mais verdes. É saber quando o basta, basta.
E se, a cada ato de compra, nos perguntássemos "Será que este produto vai me trazer satisfação proporcional à quantidade de energia da minha vida que estou gastando para obtê-lo?" Se você ganha $10/hora, uma blusa de seda pode custar um dia da sua vida. Talvez valha a pena se você usa bastante a blusa, até ela acabar. Mas se ela fica pendurada no seu guarda-roupa, é muito delicada para se usar, o quociente de satisfação é bastante baixo. Examine suas possessões atuais. Quantas passam o teste de satisfação? Nossas garagens, guarda-roupas, sótãos e porões estão cheios de itens sem uso, ou pouco usados, que não nos dão nenhum prazer, e de fato nos custa dinheiro para armazenar e segurar. Todas essas coisas representam horas desperdiçadas de nossas vidas e recursos globais jogados fora. Cada dólar desperdiçado representa meio litro de petróleo desnecessariamente extraído e queimado – ou seja, a energia consumida em transformar um pedaço do planeta num pedaço de porcaria do seu porão. Faça uma venda. Compartilhe a riqueza. Reduza àquilo que lhe traz satisfação, e nada mais. Logo você vai atingir o ponto mágico do “bastante”.
Por que é que apertar o cinto é uma vitória para os que fazem regime e um anátema para os consumidores? Por que cultuamos corpos esbeltos e carteiras gordas? Por que nós nos expressamos através daquilo que compramos e que possuímos, ao invés do que somos e o que temos a oferecer? Talvez, se conseguíssemos reduzir nosso consume ao que nos é realmente útil – o que é suficiente, mas não mais do que isso - não nos sentiríamos privados, e sim em boa forma física.
O que vai custar aos Estados Unidos liderar o caminho para um futuro sustentável? Custará trazer a tona discussões sobre o dinheiro e consumo. Custará entrar em diálogos e debates ativos sobre o que é suficiente. Custará desbancar mitos consagrados como “quanto mais, melhor” e “quanto mais alto o padrão de vida, maior é a qualidade de vida”. Quando você se tornar mais um produtor de felicidade e menos um consumidor de coisas, melhor para todos nós. Esse é o tom mais profundo do não-consumo verde.
Este artigo foi originalmente escrito para e publicado por Simple Living Journal. Para saber mais sobre o trabalho de Vicki clique aqui (em inglês). Leia entrevista com Vicki na Revista Época, por ocasião de sua visita ao Brasil em 2005.
Vicki Robin é autora do best-seller "O dinheiro ou a vida", traduzida para 10 idiomas (a versão brasileira do livro será lançada no Brasil em outubro pela Editora Cultrix). É a mais importante voz atual do movimento Simplicidade Voluntária.
Não sei quem é o tradutor/autor desse texto, se alguém souber colocarei o crédito.
O dono de um pequeno comercio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou- o na rua:
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sitio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anuncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
"Vende- se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta- lhe se havia vendido o sitio.
- Nem pense mais nisso, disse o homem.
- Quando li o anuncio é que percebi a maravilha que tinha !
Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros.
Valorize o que você tem, as pessoas que lhe querem bem, os amigos que estão a sua volta, o emprego que Deus lhe deu, o dom de amar, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, a sua Vida.
Este é o nosso verdadeiro tesouro.
Não sei de que a autoria desse texto, se souber qual seja, por favor nos informe, a fim de que possamos dar os devidos créditos.
Esse é um espaço virtual para falar sobre Ecologia e Cidadania Planetária! Um novo habitat para o ser verdadeiramente humano. Neste blog, falaremos sobre esta arte de cuidar tão carente neste mundo moderno. "A falta de cuidado é o estigma de nosso tempo. "O cuidado é suporte real da criatividade, da liberdade, e da inteligência. No cuidado se encontra o ETHOS fundamental do humano".
Somos duas amigas e compartilhamos o mesmo ideal Univérsico, ligadas pelos laços de família(filha e mãe). Residimos no planeta Terra, conscientes aprendizes da Arte de Cuidar. Aspirantes a ser quem somos, mesmo sabendo que ainda não somos. Sonhando com um mundo melhor, lutando para realizar a poção que nos cabe neste latifúndio. Somos místicas, caminhando para viver a magia do ser, lutando para desapegar, sem desmerecer o ter. Crescendo e amadurecendo para realizar o melhor de cidadania planetária.
1.Carisma:Instila fé, respeito e confiança. Tem uma capacidade especial para enxergar o que para outros requer tempo para pensar. Transmite um forte senso de missão.
2.Consideração individual: Prepara, aconselha e instrui as pessoas que precisam. Ouve ativamente os mais antigos e ajuda os novatos.
3.Estimulação intelectual: Incentiva os outros a usar a razão e as evidências, em vez de emitir opiniões infundadas. Comunica-se de um jeito que força os demais a reavaliar idéias que jamais haviam questionado.
4.Coragem: Defende idéias mesmo que elas não sejam populares. Faz o que é certo para a causa e para os participantes, ainda que isso cause sofrimento pessoal.
5.Segurança: Acompanha e honra compromissos. Assume seus atos e aceita responsabilidade pelos erros. Trabalha bem, independentemente de precisar de um comando.
6.Flexibilidade: Funciona eficientemente em ambientes de transformação. Consegue lidar com mais de um problema por vez. Sabe expor suas idéias, sem utilizar de reações agressivas.Convence, pela postura.
7.Integridade: Faz o que é moral e eticamente correto. Não abusa de privilégios. É um modelo consistente.
8.Discernimento: Consegue fazer avaliações objetivas e seguras de situações alternativas de ação por meio de lógica, análise e comparação. Utiliza sua experiência e informação para dar perspectiva a decisões presentes.
9.Respeito aos outros protetores: Reconhece e não menospreza as opiniões e o trabalho de outras pessoas, independentemente de status ou posição.
10.Lealdade à Causa: Respeita a todos, não passando por cima de ninguém, não plagia idéias e nem difama as iniciativas bem sucedidas. Não aceita jamais que pessoas, pratiquem atos que prejudicarão a ideologia. Combate os invejosos e os mal intencionados.Valoriza as BOAS AÇÕES
GREENPEACE ATUANDO PARA UM MUNDO MELHOR
Aldous Huxley
Vivemos num mundo cheio de miséria e ignorância. O dever evidente de cada um de nós é tornar o pequeno canto em que vive em algo menos miserável e menos atrasado do que antes de sua chegada.
Número de animais mortos no mundo pela indústria da carne, leite e ovos, desde que você abriu esta página. Esse contador não inclui animais marinhos, porque esses números são imensuráveis.